A diretora de transição energética da Petrobras, Angélica Laureano, afirmou nesta 3ª feira (27.jan.2026) que a estatal mantém interesse na exploração de gás natural na Venezuela, mas considera que o momento atual não é adequado para avançar com a iniciativa. Mais cedo, a companhia anunciou uma redução de 7,8% no preço do gás natural fornecido às distribuidoras brasileiras, válida a partir de fevereiro.
Segundo o Globo, durante conversa com jornalistas, Laureano explicou que a empresa está observando as condições de mercado antes de tomar decisões sobre operações no país vizinho. A postergação dos planos de exploração na Venezuela está relacionada a acontecimentos recentes que, na avaliação da Petrobras, exigem análise mais detalhada,
“Acho que ainda precisa de uma evolução do mercado, verificar as consequências de tudo que aconteceu, então acho que não é o momento”, declarou a diretora de transição energética da Petrobras.
A redução no preço do gás natural para as distribuidoras brasileiras começará a vigorar em fevereiro. Os contratos com essas empresas preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás, com variações vinculadas às oscilações do petróleo tipo Brent e da taxa de câmbio entre real e dólar.
A Petrobras também implementou, a partir desta 3ª feira, uma diminuição no preço da gasolina fornecida às distribuidoras, conforme anunciado na 2ª feira (26.jan.2026). O corte de 5,2%, equivalente a R$ 0,14 por litro, fará com que o valor médio da gasolina A vendida pela estatal passe a ser de R$ 2,57 por litro.
A fala vem depois do acordo petrolífero da Venezuela com os Estados Unidos, firmado depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) em uma operação das forças armadas norte-americanas. O governo venezuelano concordou em vender aos EUA de 30 a 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade”.


