Em 2026, a escolha de uma motocicleta para cidades do interior exige priorizar a robustez mecânica e o custo de manutenção. Ruas de paralelepípedo, trechos de terra e a ausência de oficinas especializadas tornam a simplicidade o maior trunfo do proprietário.
A Honda Pop 110i ES reina absoluta em cidades pequenas pela sua mecânica à prova de balas e simplicidade extrema. O motor de 110cc refrigerado a ar é valente o suficiente para subir ladeiras íngremes mesmo com garupa, sem pedir arrego. A ausência de carenagens complexas significa que, em caso de queda na estrada de chão, não há plásticos caros para quebrar ou substituir.
A grande novidade da linha 2026 é a consolidação da partida elétrica, que eliminou de vez o pedal de partida e facilitou a vida de quem liga a moto várias vezes ao dia. O câmbio de quatro marchas exige que o piloto use a embreagem manual, o que oferece mais controle da tração em terrenos escorregadios do que as scooters automáticas. Confira na lista abaixo os motivos que fazem dela a favorita do interior:
Modelos modernos combinam alto rendimento e baixo consumo, atraindo motociclistas em todo o Brasil Honda Pop 110i – Foto: Honda / Divulgação
A Honda Biz 125 evoluiu na linha 2026 com um novo banco texturizado que oferece mais aderência e conforto para o piloto enfrentar o calçamento irregular. A proteção frontal das pernas continua sendo seu diferencial, mantendo o condutor limpo ao passar por poças de lama ou esterco comuns em zonas rurais. O câmbio semi-automático dispensa o manete de embreagem, tornando a condução muito mais relaxada no anda e para do centro da cidade.
No entanto, as rodas de liga leve com pneus de asfalto exigem cautela em estradas de terra muito solta ou lamacenta. A versão EX agora traz freio a disco na dianteira, garantindo paradas mais seguras caso um animal cruze a pista repentinamente. A seguir, veja os dados da tabela para comparativo das características técnicas entre as líderes de venda:
| Característica | Honda Pop 110i ES | Honda Biz 125 EX |
| Partida | Elétrica | Elétrica |
| Câmbio | Manual (4 marchas) | Semi-automático |
| Porta-capacete | Não possui | Sob o banco |
| Freio Dianteiro | Tambor | Disco |
Para quem mora em cidades onde o asfalto é raridade, a Honda NXR 160 Bros é a ferramenta definitiva de transporte diário. As suspensões de longo curso absorvem as “costelas de vaca” das estradas vicinais sem transmitir o impacto para a coluna do piloto. A roda dianteira de 19 polegadas supera buracos e valetas com uma facilidade que motos baixas como a Biz jamais conseguiriam.
O custo de aquisição é mais alto, mas a durabilidade do conjunto em terrenos hostis compensa o investimento a longo prazo. A posição de pilotagem ereta oferece visão privilegiada sobre cercas e matagais em cruzamentos perigosos de estradas rurais. Além disso, o valor de revenda da Bros no interior é praticamente garantido, funcionando como uma reserva de valor líquida.
Trail da Honda atualizada atende pedidos dos donos e mantém liderança absoluta Honda NXR 160 Bros Créditos: Honda/Divulgação
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A Shineray Worker 125 atrai pelo visual retrô e pelo preço significativamente menor que as rivais japonesas zero quilômetro. Ela oferece um pacote honesto com freio a disco dianteiro e partida elétrica para quem roda poucos quilômetros por dia dentro do perímetro urbano. O motor é uma cópia de projetos antigos da Honda, o que facilita certa compatibilidade de peças mecânicas básicas.
Contudo, a durabilidade dos acabamentos e a disponibilidade de peças específicas de carenagem podem ser um problema em cidades muito afastadas dos grandes centros. A rede de concessionárias é menor, o que pode obrigar o proprietário a viajar para realizar revisões de garantia. O próximo passo ideal é conversar com mecânicos locais para saber se eles aceitam dar manutenção nessa marca antes de fechar a compra.
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