A Bitwise protocolou um pedido de ETF spot de Sui junto à SEC dos Estados Unidos, ampliando a ofensiva institucional sobre altcoins. Após a notícia, o token SUI acumulou alta de 38% em janeiro e foi negociado próximo de US$1,95, com volatilidade diária acima de 10%. O movimento ocorre em meio à rotação de capital para produtos regulados de altcoins, mesmo com saídas líquidas de ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Nas últimas 24 horas, o SUI variou entre US$1,82 e US$1,97, com volume diário que chegou a US$1,8 bilhão, sinalizando interesse especulativo elevado. No cenário macro, gestores aceleram pedidos de ETFs alternativos enquanto o mercado busca novas narrativas além do BTC, que consolida abaixo de US$90.000.
Para investidores brasileiros, o avanço institucional tende a aumentar liquidez global do ativo, mas também eleva a sensibilidade do preço a decisões regulatórias nos EUA.
O pedido da Bitwise prevê um ETF spot que manteria SUI diretamente em custódia, oferecendo exposição regulada sem a necessidade de autocustódia. Segundo Yahoo Finance, a gestora já expandiu produtos além de Bitcoin e Ethereum, mirando Solana, XRP e agora Sui.
A Sui é uma blockchain de camada 1 baseada na linguagem Move, desenvolvida por ex-engenheiros da Meta, e já processou mais de 1,2 bilhão de transações desde 2023. O diferencial técnico é a execução paralela, que melhora escalabilidade — métrica relevante para investidores que avaliam uso real da rede.
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Esse contexto se conecta à estratégia mais ampla dos ETFs de altcoins da Bitwise, que aguardam decisão da SEC ao longo de 2026.
Dados on-chain mostram o TVL da rede Sui acima de US$1,04 bilhão, reforçando crescimento do ecossistema DeFi. De acordo com a WorldCoinIndex, gestoras como Grayscale e 21Shares ampliaram exposição ao ativo desde 2025.
No gráfico diário, o SUI opera acima das médias móveis de 50 e 200 períodos, com RSI em 68 pontos, próximo da zona de sobrecompra. O MACD segue positivo, mas com perda de inclinação, sugerindo possível consolidação entre US$1,80 (suporte) e US$2,05 (resistência).
Para traders, a manutenção acima de US$1,80 indica força compradora; já um rompimento consistente de US$2,05 pode abrir espaço para teste da máxima anual.
Apesar do otimismo, a aprovação do ETF não é garantida. A SEC historicamente aplica maior rigor a ativos além do Bitcoin, e o processo pode levar meses, com emendas ao pedido. Além disso, episódios técnicos recentes da blockchain Sui lembram que riscos operacionais ainda existem.
Outro ponto é a volatilidade: com RSI elevado e volume intenso, correções de curto prazo são comuns. Investidores brasileiros devem considerar gestão de risco e exposição proporcional ao perfil.
Em síntese, o pedido de ETF da Bitwise reforça a narrativa de institucionalização do SUI e sustenta o preço no curto prazo. O próximo catalisador será regulatório, e até lá o ativo tende a alternar entre consolidação e movimentos bruscos, exigindo atenção redobrada aos níveis técnicos.
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