Em série de posts, republicano confirmou reunião com o secretário-geral da Otan, além de criticar Reino Unido e democratasEm série de posts, republicano confirmou reunião com o secretário-geral da Otan, além de criticar Reino Unido e democratas

Trump posta imagem que o mostra fincando bandeira dos EUA na Groenlândia

2026/01/20 23:27

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), divulgou na rede Truth Social uma montagem em que aparece com o vice-presidente JD Vance (Partido Republicano) e o secretário de Estado, Marco Rubio, fincando uma bandeira dos país em território groenlandês. Em uma série de publicações feitas na noite de 2ª feira (19.jan.2026) e na madrugada desta 3ª feira (20.jan), ele anunciou que discutirá o controle norte-americano do território durante o Fórum Econômico Mundial, que se estende até a 6ª feira (23.jan). A Casa Branca também compartilhou a imagem em seu perfil oficial no X.

O republicano também mencionou ter tratado do assunto com o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte. O presidente confirmou ter acertado um encontro entre “as várias partes” durante o evento em Davos, na Suíça.

O mandatário norte-americano mantém interesse em controlar o território autônomo vinculado à Dinamarca, apesar das reações contrárias de aliados europeus. Em uma longa publicação, Trump voltou a falar sobre a relevância estratégica da região.

“A Groenlândia é imperativa para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás — e, sobre isso, todos concordam. Os Estados Unidos da América são o país mais poderoso do mundo, de longe. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ em todo o planeta — e isso é feito, de forma simples, pela FORÇA”, escreveu.

Em outra publicação, o republicano mostrou uma mensagem do presidente francês Emmanuel Macron (Renascimento, centro). Segundo o conteúdo divulgado, Macron demonstrou concordância com Trump sobre Síria e Irã, mas indicou não entender as intenções dos EUA quanto à Groenlândia. Na mesma mensagem, o líder francês teria convidado Trump para jantar em Paris antes de seu retorno aos Estados Unidos.

O republicano ainda compartilhou uma montagem que o retrata apresentando a líderes europeus um plano de ocupação dos Estados Unidos nos territórios da Groenlândia, Canadá e Venezuela. Na imagem, aparecem a premiê italiana, Giorgia Meloni (Irmãos da Itália, direita), o premiê britânico, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (União Democrata-Cristã, centro-direita), entre outros políticos europeus.

Além de confirmar a reunião com o secretário-geral da Otan, o presidente norte-americano fez uma série de 10 publicações relacionadas à diferentes assuntos internos e externos. Eis os principais temas:

  • Crítica ao Reino Unido: o presidente diz que Londres demonstra “fraqueza” e “estupidez” por negociações sobre a ilha de Diego Garcia, onde há uma base militar norte-americana –a localização é considerada estratégica porque está localizada entre a costa da África, sul asiático e a Oceania. Agora, o país europeu planeja transferir a soberania do arquipélago de Chagos para as ilhas Maurício. O republicano argumenta que essa decisão reforça a necessidade dos EUA adquirirem a Groenlândia, citando “ameaça russa” e da China.
  • Acusações contra diretora do Fed: Donald Trump diz que Lisa Cook falsificou registros financeiros para obter condições hipotecárias favoráveis antes de sua nomeação em 2022. Ela foi indicada ao cargo pelo ex-presidente Joe Biden (Partido Democrata).
  • Ataques aos democratas: o republicano criticou políticos democratas, como Biden, citando que as taxas de hipoteca nos Estados Unidos caíram desde o fim de seu mandato. Também questionou o governador de Minnesota, Tim Walz, e a congressista Ilhan Omar, responsabilizando-os por um protesto anti-ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) durante uma missa em uma igreja no último domingo (18.jan). O presidente também compartilhou uma publicação afirmando que os opositores o odeiam porque ele é o único republicano que “joga no ataque”.

EUA & GROENLÂNDIA

Controlar a Groenlândia não é uma vontade nova de Donald Trump. Ele já havia manifestado interesse na região em 2019, durante seu 1º mandato à frente dos EUA, e depois em dezembro de 2024, antes de tomar posse para um 2º mandato.

O republicano já disse que se não controlar a Groenlândia “do jeito fácil”, então será do “jeito difícil”. Afirmou também, dias depois de os EUA capturarem Nicolás Maduro em uma ação militar na Venezuela, que “não precisa do direito internacional” e que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade“.

Trump diz que a Groenlândia é fundamental para a segurança nacional dos EUA, para afastar a “ameaça russa” e citou a construção do Domo de Ouro, sistema de defesa para proteger o país de mísseis. O custo estimado do Golden Dome é de US$ 175 bilhões.

Além das ameaças de controlar a região à força, Trump também avalia comprar a Groenlândia e oferecer pagamentos diretos aos moradores da ilha. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou em 13 de janeiro que o território autônomo escolheria seguir ligado à Dinamarca, e não aos EUA.


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