Aliados de Jair Bolsonaro (PL) se reuniram nesta 2ª feira (19.jan.2026) em uma caminhada em protesto pela liberdade do ex-presidente e de outros presos pelos atos de 8 de Janeiro. O ato foi organizado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e teve início em Paracatu, no interior de Minas Gerais, cidade conhecida por abrigar a maior mina de ouro a céu aberto do mundo.
A mobilização segue pela BR-040, em um percurso de aproximadamente 240 quilômetros, com previsão de término em Brasília (DF) no domingo (25.jan.2026).
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, disse nas redes sociais que deixou Santa Catarina para se encontrar com Nikolas na 3ª feira (20.jan). Carlos não completará a caminhada. Seguirá para Brasília ainda na 3ª feira.
Entre os políticos que confirmaram a presença nas redes sociais estão o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), o deputado André Fernandes (PL-CE), o deputado Márcio Gualberto (PL-RJ), o vereador Rafael Satie (PL-RJ).
O ato foi batizado de “Caminhada pela Justiça e Liberdade”. Segundo Nikolas Ferreira, a iniciativa tem como objetivo criticar decisões do Judiciário, a situação dos presos pelos atos de 8 de janeiro e episódios envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O deputado Márcio Gualberto (PL-RJ) confirmou presença no evento e pediu “liberdade para o presidente Jair Bolsonaro e para todos os presos políticos”.
Já o vereador Rafael Satie (PL-RJ), publicou um vídeo nas redes sociais na noite desta 2ª feira (19.jan) se preparando para a caminhada. Na gravação, o político aparece calçando o tênis e afirma que a manifestação “é um ato para romper o silêncio e lutar por justiça e liberdade”.
O deputado André Fernandes (PL-CE) publicou um vídeo cumprimentando o deputado Nikolas na caminhada. A postagem foi feita no início da tarde desta 2ª feira (19.jan)
Conforme Nikolas, o objetivo do protesto é evitar o silenciamento de seus apoiadores e resgatar a mobilização popular como forma de pressão política. Disse ainda que, mesmo com limites jurídicos e institucionais, a população continua dispondo da própria voz para reagir ao que classifica como “abusos”.
O congressista comparou a iniciativa às mobilizações de 2016, que voltaram a ganhar visibilidade nas redes sociais. Afirmou que, naquele período, a população foi às ruas contra o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) e que ninguém subestimava a força das manifestações populares.


