Espaço aéreo volta a operar após 5 horas de alerta para a aviação civil; Trump tem sugerido intervenção militar no paísEspaço aéreo volta a operar após 5 horas de alerta para a aviação civil; Trump tem sugerido intervenção militar no país

Irã reabre espaço aéreo após fechamento temporário

2026/01/15 18:32

O Irã reabriu seu espaço aéreo após um fechamento temporário de quase 5 horas, medida que provocou cancelamentos, desvios de rota e atrasos em voos internacionais, com o aumento das tensões entre o país e os Estados Unidos.

De acordo com aviso divulgado pela FAA (Federal Aviation Administration), o espaço aéreo iraniano foi fechado às 17h15 (horário da costa leste dos Estados Unidos) de 4ª feira (14.jan.2026), permitindo apenas voos internacionais de e para o país que tivessem autorização oficial. A notificação foi retirada pouco antes das 22h, segundo dados do serviço de monitoramento Flightradar24.

Logo após a reabertura, ao menos 5 voos de companhias iranianas —Mahan Air, Yazd Airways e AVA Airlines— voltaram a sobrevoar o país. No mesmo horário, uma semana antes, havia dezenas de aeronaves no ar sobre o Irã, o que indica a dimensão do impacto provocado pela suspensão temporária.

O fechamento ocorreu diante da escalada das tensões entre o Irã e os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), tem sugerido uma intervenção militar em resposta à onda de protestos no país.

O cenário levou companhias aéreas a adotar medidas de precaução. A IndiGo, maior aérea da Índia, informou que alguns de seus voos internacionais foram afetados pela decisão iraniana. A Air India disse que passou a operar por rotas alternativas, o que poderia resultar em atrasos ou cancelamentos. Um voo da russa Aeroflot com destino a Teerã chegou a retornar a Moscou após o fechamento.

Autoridades alemãs também emitiram um alerta recomendando que companhias do país evitassem o espaço aéreo iraniano. Pouco antes, a Lufthansa havia reorganizado suas operações no Oriente Médio por causa do aumento das tensões. Os Estados Unidos já proíbem todos os voos comerciais do país de sobrevoarem o Irã, e não há ligações aéreas diretas entre os 2 países.

Segundo a plataforma Safe Airspace, mantida pela organização OPSGROUP, várias companhias já reduziram ou suspenderam serviços, e a maioria evita o espaço aéreo iraniano. A entidade avalia que o quadro indica riscos elevados à aviação civil, incluindo a possibilidade de atividade militar e de falhas na identificação de aeronaves.

PROTESTOS NO IRÃ

Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.

Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.

Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.

  • Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.

Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):

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