Gestora tem mais de US$ 500 milhões para investir em empresas no Brasil em 2026, diz Rodrigo Catunda, managing director e co-head da GA no país, em entrevista àGestora tem mais de US$ 500 milhões para investir em empresas no Brasil em 2026, diz Rodrigo Catunda, managing director e co-head da GA no país, em entrevista à

É um dos melhores momentos para investir em anos, diz head da General Atlantic no país

2026/01/12 16:01

A General Atlantic planeja investir mais de US$ 500 milhões no Brasil em 2026, um aumento aproximado de 10% em relação ao volume de US$ 450 milhões anuais aplicados nos últimos três anos.

Para Rodrigo Catunda, Managing Director e co-Head da gestora de private equity e venture capital no país, o momento atual representa uma das melhores oportunidades de entrada no mercado brasileiro da última década.

“Durante a pandemia, todo empreendedor era o Steve Jobs e todo investidor era o Warren Buffett”, afirmou o sócio da GA, como a gestora é conhecida no mercado, em entrevista à Bloomberg Línea.

“Após a correção do mercado, voltamos a um cenário mais saudável, com empresas focadas em crescimento rentável e empreendedores mais experientes criando novos negócios.”

A combinação de fatores favoráveis inclui valuations ajustados, menor concorrência de outros fundos no mercado privado e uma segunda geração de empreendedores, que inclui profissionais egressos de negócios bem-sucedidos anteriores como XP e Stone que agora iniciam novos projetos.

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Apesar dos desafios macroeconômicos, como taxas de juros nos patamares mais altos em duas décadas, o portfólio brasileiro da General Atlantic apresentou desempenho robusto em 2025. As empresas investidas pela gestora cresceram em média 25% ao ano, com margens Ebitda acima de 15%.

Em 2025, a firma de investimentos anunciou um novo investimento na Starian, spin-off de software de Florianópolis da Softplan, e realizou aportes adicionais em companhias do portfólio, como Wellhub (ex-Gympass), QI Tech e Livemode.

O fundo global possui US$ 118 bilhões em ativos sob gestão e investe em mais de 20 países.

Para 2026, a divisão dos aportes tende a ficar mais nivelada entre novos investidas e follow-on. “Se eu tivesse uma bola de cristal, eu diria que ficaria US$ 250 milhões para cada lado”, disse o co-head da operação brasileira, que trabalha na gestora desde 2011.

Segundo Catunda, o Brasil é uma das regiões de maior retorno para a General Atlantic ao longo dos últimos 15 anos, mesmo considerando a “forte” desvalorização cambial no período.

“Estamos em um momento de Brasil que talvez seja um dos melhores para entrada, tanto no mercado público quanto privado: 70% das companhias da bolsa, por exemplo, estão performando bem com múltiplos muito baixos”, disse o executivo e investidor.

“Eu diria que é um dos melhores pontos de entrada para quem olha para o longo prazo que já tivemos nos últimos cinco, dez anos. No mercado privado, isso é ainda mais acentuado”, afirmou.

A General Atlantic concentra seus investimentos em quatro áreas principais: serviços financeiros, tecnologia com aplicações de inteligência artificial, educação e saúde, segmentos que representam por volta de 90% dos investimentos realizados no Brasil e que devem permanecer no foco.

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A diferença está na análise de quão à frente a startup está em relação a eventuais concorrentes - e por quanto tempo pode manter a barreira de entrada, dada a aceleração do ritmo tecnológico com a IA generativa.

“O que deixa mais complicado o nosso trabalho é que hoje as coisas mudam muito em cinco anos. Uma empresa pode passar do estágio de quem disrupta para o de incumbente. Continuamos olhando companhias que consigam trazer alguma coisa de inovação muito para o longo prazo”, disse Catunda.

O portfólio atual no país conta com 14 investidas, incluindo nomes como Hotmart, Unico, Neon, Arco Educação e Quinto Andar, além de XP e Pague Menos.

Preparação para IPOs

Se a operação das startups investidas vai bem, o principal gargalo continua sendo a falta de liquidez no mercado. O último IPO no Brasil aconteceu em 2021, o que obriga os fundos a buscarem alternativas criativas para dar retorno aos investidores.

Catunda disse identificar sinais de melhora no horizonte.

Nos Estados Unidos, o mercado registrou 347 IPOs em 2025, número 55% superior ao contabilizados em 2024, segundo dados da Stock Analysis.

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De acordo com levantamento da Bloomberg News, foram movimentados em torno de US$ 50 bilhões ao longo do ano, o maior volume desde 2021.

Ofertas públicas iniciais no Brasil seguem as janelas internacionais, com empresas maiores que abrem caminho para ofertas menores na sequência.

“Pode ser que essa abertura aconteça no segundo semestre de 2026 ou começo de 2027″, disse o sócio da General Atlantic.

Unicórnios como Wellhub, Hotmart, QuintoAndar e QI Tech já teriam porte para realizar IPOs, seja no Brasil ou no exterior.

”Nenhuma dessas está na esteira do IPO, mas as preparamos para esse momento. E, quando abrir a janela, estaremos preparados para tomar decisões nesse sentido”.

Historicamente, a entrada no mercado de capitais e a venda para investidores estratégicos são os principais caminhos de saída da gestora americana, que também tem explorado transações secundárias entre fundos e distribuição de dividendos extraordinários de empresas geradoras de caixa para rentabilizar os investidores.

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