Michelle afirmou que Bolsonaro estava desorientado, com fortes dores, e criticou a demora no atendimentoMichelle afirmou que Bolsonaro estava desorientado, com fortes dores, e criticou a demora no atendimento

“Eu vi Bolsonaro no hospital pedindo para Deus levá-lo”, diz Michelle

2026/01/08 08:24

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta 4ª feira (7.jan.2026) que presenciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, em sofrimento intenso durante atendimento médico no hospital DF Star, em Brasília. Segundo ela, o marido chegou a pedir parar morrer.

“Eu vi ele pedindo para Deus levá-lo, porque ele não aguentava mais a dor”, declarou a jornalistas em frente ao hospital, onde Bolsonaro realizou exames após sofrer uma queda na 3ª feira (6.jan), dentro da cela em que está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal).

Michelle disse que não foi possível determinar com precisão o horário do acidente. Segundo ela, Bolsonaro apresentou confusão mental e dificuldade para se comunicar quando foi visitado, o que teria sido agravado pelo uso de medicações fortes, que o deixam sonolento.

A ex-primeira-dama relatou que o ex-presidente não se lembrava se a queda ocorreu durante a madrugada ou ainda à noite. “Ele não conseguia falar, ele não se lembrava”, disse. Segundo ela, há um degrau entre o quarto e o banheiro da cela, o que pode ter contribuído para o acidente.

De acordo com Michelle, Jair Bolsonaro convive com dores constantes desde as cirurgias às quais foi submetido ao longo dos últimos anos. “Ele já ligou esse modo de sobrevivência”, afirmou, ao dizer que o marido aprendeu a lidar com a dor para continuar vivendo.

Michelle destacou ainda que Bolsonaro evita pedir ajuda e não gosta de incomodar, comportamento que, segundo ela, pode ter influenciado na demora para o socorro.

A ex-primeira-dama ressaltou que Bolsonaro já passou por 9 intervenções cirúrgicas e apresenta comorbidades, além de episódios frequentes de tontura. Disse que, em casa, costuma acompanhá-lo de perto por medo de quedas. “Em casa, eu fico sempre ao lado dele. Quando ele levanta, eu já estou ao lado dele porque eu tenho medo dele cair”, afirmou.

Segundo ela, o quarto costuma ser aberto às 8h para a administração da primeira medicação do dia, mas o atendimento teria sido feito cerca de 40 minutos depois

Assista (39s):

A ex-primeira-dama também criticou o fato de não ter podido acompanhar Bolsonaro durante os exames. Disse que o casal teve pouco tempo de contato no dia do incidente. “Apenas 30 minutos ontem, que foi o nosso direito”, declarou.

Michelle voltou a defender a prisão domiciliar para Bolsonaro. Disse que quer cuidar pessoalmente do marido e afirmou que não há justificativa para que ele permaneça preso diante do quadro de saúde. Segundo ela, o ex-presidente deveria contar com acompanhamento médico e psicológico contínuo. “Ele não deveria estar em uma solitária, com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, afirmou.

O ex-vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (PL), afirmou a jornalistas que houve demora “inaceitável” no atendimento médico após a queda sofrida pelo pai na cela da PF. “Imagina se acontece novamente e há esse atraso no atendimento de forma inacreditável, 24 horas depois. Inaceitável”, disse.

traumatismo craniano leve

O ex-presidente passou por avaliação médica depois de sofrer uma queda e bater a cabeça em um móvel de sua cela na madrugada de 3ª feira (6.jan.2026).

A saída temporária da prisão para o atendimento médico foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A defesa de Bolsonaro pediu a realização dos seguintes exames:

  • tomografia de crânio;
  • ressonância magnética de crânio;
  • eletroencefalograma.

O médico Brasil Caiado afirmou nesta 4ª feira (7.jan) que o ex-presidente sofreu traumatismo craniano leve. O cardiologista, que integra a equipe médica de Bolsonaro, disse que o ex-chefe do Executivo sofreu a queda ao tentar caminhar na sala em que está preso.

“Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, ele se levantou para o lado esquerdo da cama mas a contusão foi do lado direito. Isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, disse Caiado a jornalistas na saída do hospital DF Star. Segundo o médico, Bolsonaro “apresentou pequeno deficit de memória” após o episódio.

O cardiologista disse que os exames aos quais o ex-presidente foi submetido nesta 4ª feira detectaram traumatismo craniano leve, mas não houve lesões intracerebrais: “Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve. Intracrânio, não há lesão, isso é bom para ele”. O médico acrescentou que a lesão causada pela queda “não é preocupante”. Leia a íntegra do boletim médico (PDF – 120 KB).

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